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Dia da Bióloga

Foto do escritor: Carol Bernardo
Carol Bernardo
3 de set.
2 min de leitura

Ontem eu decidi descer durante um tempinho no trabalho, quando estava no presencial, para lanchar e observar as árvores e respirar um ar puro [mesmo que seco]. Enquanto estava sentada no banco e de já ter observado as pessoas que estavam ao redor [outro hábito que tenho e que gosto de fazer quando estou sozinha em um ambiente público] eu comecei a observar os pardais que estavam forrageando, ou seja, procurando alimento.


Fiquei minutos observando, enquanto comia, via a aproximação mais das fêmeas do que dos machos, vi um comportamento que nunca tinha visto em um pardal, que foi o de esfregar o peito, abrindo um pouco as asas, no solo, que tinha a terra mais fofa. Fiquei vendo aquilo e já formulando várias hipóteses na minha cabeça do porquê ele estava fazendo aquilo, já que nesse pequeno momento que fiquei observando o bando, não vi mais nenhum outro macho fazendo o mesmo.


Fiquei tentando identificar padrões de forrageio, de trocas de grupos: 2 machos com uma fêmea, duas fêmeas com um macho, uma fêmea mais afastada do grupo e tentando ver como se agrupavam e se reagrupam depois de uma perturbação. Claro que eu não tinha como saber se os grupos eram formados com os mesmos machos ou com as mesmas fêmeas, porque não tinha marcado os bichos, mas fiquei lá, imaginando e fazendo perguntas. 


Depois que acabei de lanchar, fiquei mais um tempo vendo os bichos, levantei a cabeça e percebi que só eu estava observando os pássaros, que para todos que estavam naquela área, devia ser algo completamente banal, corriqueiro ter pardais por ali… Talvez muitos nem saberiam diferenciar machos de fêmeas.


Ao sair do trabalho, estava voltando para a casa de carro e enquanto esperava no semáforo, meu olhar foi para a lateral, onde tinha um sabiá do campo, também forrageando [agora você já sabe o que é, é o comportamento de ir atrás de alimento], mas sozinho e usando uma tática que já havia visto antes, que é a de abrir as asas, para fazer sombra, forçando os insetinhos voarem, para que ele, o sabiá, pudesse comer com mais facilidade. Uma boa estratégia, já que ele sempre bicava alguma coisa e se ele está fazendo e eu já vi outros fazerem, esse comportamento evoluiu por ser algo vantajoso.


Enquanto eu via isso, um sorriso veio aos meus lábios e eu olhei rapidamente para os lados e vi que os outros motoristas estavam olhando o celular, como a grande maioria quando param no semáforo, esperam na fila, andam com os cachorros… 


E foi neste momento que eu me toquei que eu sou MUITO feliz por ser bióloga, por ter feito biologia, por ter tido o privilégio de estudar todas essas formas de vida [e que há ainda tantas para serem encontradas, descobertas e conhecidas] e por ter conhecido todas as pessoas que fizeram parte dessa formação, como professoras, professores, técnicos e técnicas de laboratórios, amigas e amigos de curso. 


Viva o dia da bióloga e do biólogo para todas e para todos!




 
 
 

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